Desemprego em Rondônia

Estado perde mais de 22 mil postos de trabalho entre março de 2015 e março de 2016. Só nos primeiros três meses deste mês 4.800 postos de trabalho foram fechados.

A crise econômica fez fevereiro registrar a maior queda do emprego formal em 25 anos. Segundo dados divulgados pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho, 104.582 postos de trabalho com carteira assinada foram fechados naquele mês no pais. O número leva em conta a diferença entre demissões e contratações. Em fevereiro, quase todos os setores da economia demitiram mais do que contrataram, uma rotina que tem sido mantida em quase todos os estados do país, inclusive Rondônia. Aqui no estado, foram 1.252 postos de trabalho fechados no fatídico mês de fevereiro.

Mas apesar da média histórica nacional, o mês de fevereiro não foi o grande carrasco dos trabalhadores. A maior queda no número de postos de trabalho no Estado foi registrada em dezembro do ano passado, quando 5.706 postos de trabalho foram fechados. Em março desse ano, quando o Ministério do Trabalho e Emprego divulgou o último relatório do Caged a diminuição de postos de trabalho em Rondônia foi bem menor: 546.

E não é de hoje que Rondônia tem perdido postos de trabalho com carteira assinada. Apenas nos três primeiros meses deste ano, foram fechados 4.800 postos de trabalho. De março de 2015 a março de 2016 houve fechamento de vagas no mercado de trabalho em todos os meses. No acumulado desses 12 meses Rondônia perdeu 22.169 postos de trabalho.

A variação entre a quantidade de demissões e de contratações neste período foi de 13%. Enquanto as empresas rondonienses contrataram 142.182 funcionários, 164.351 trabalhadores perderam o emprego entre março de 2015 e março de 2016. Uma demonstração de que o discurso de que a crise não havia atingido o Estado não era verdadeiro.

Para o presidente do Sinvsul (Sindicato do Comércio Varejista do Cone Sul de Rondônia) o momento ainda requer muito cuidado, pois a crise financeira e política ainda não se dissipou. "Apesar de vermos um recuo na perda de postos de trabalho no mês de março em relação aos dois último meses de 2015 e aos dois primeiros meses de 2016, o cenário ainda é preocupante e requer planejamento e estratégias por parte do empregador para que o cenário não se agrave ainda mais", disse Pedro Juca de Oliveira.

 

José AntonioSant'Ana



CURSOS E EVENTOS


Veja todos

PARCEIROS